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Poco M4 Pro 4G com câmera tripla de 64 MP é aprovado pela Anatel

Anatel homologa Poco M4 Pro 4G para venda no Brasil; celular da Xiaomi possui câmera tripla de 64 MP e ficha técnica intermediária

A Xiaomi revelou o Poco M4 Pro 4G ao mundo na semana passada. Agora é a vez de o celular ser homologado no Brasil: nesta quarta-feira (9), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deu o sinal verde para o smartphone ser vendido no comércio nacional. A câmera tripla de 64 megapixels e a ficha técnica intermediária com chip MediaTek estão entre os destaques do telefone.



Poco M4 Pro recebe o sinal verde da Anatel e já pode ser comercializado no Brasil
Foto: Divulgação/Poco / Tecnoblog

O certificado é destinado a um telefone da Xiaomi de modelo 2201117PG. O código é o mesmo relatado na certificação da NBTC, agência equivalente à Anatel da Tailândia, que foi revelada por Mukul Sharma ainda em janeiro. A documentação da entidade do país asiático também traz o seguinte nome comercial: "POCO M4 Pro".

Os arquivos da Anatel ainda apontam para outros detalhes do celular. Além de indicar que a homologação foi solicitada pela DL Eletrônicos, o certificado de conformidade técnica lista apenas uma unidade fabril localizada na China. O relatório também informa que o Poco M4 Pro 4G será comercializado com o carregador na caixa.


Poco M4 Pro 4G é certificado pela Anatel
Foto: Reprodução/Tecnoblog / Tecnoblog

Poco M4 Pro 4G possui ficha técnica intermediária
O Poco M4 Pro está entre os lançamentos mais recentes da Xiaomi. Edição sem 5G do celular lançado em janeiro, o smartphone anunciado na MWC 2022 chama a atenção pela câmera tripla de 64 megapixels. Além disso, a tela de 6,43 polegadas possui taxa de atualização de 90 Hz e um furo com a câmera frontal de 16 megapixels.

A ficha técnica do telefone é intermediária. Além do processador MediaTek Helio G96, o modelo tem memória RAM de até 8 GB e armazenamento de até 256 GB. A lista de especificações fica completa com a bateria de 5.000 mAh com recarga de 33 watts e a interface MIUI 13 de fábrica.

Não há previsão de lançamento do Poco M4 Pro 4G no Brasil.

(Fonte: Bruno Gall De Blasi Tecnoblog) - 21/03/2022
Dúvida do leitor: “Como deixar o Google preto?”

O leitor Daniel entrou em contato com o 33Giga com uma dúvida comum a diversos internautas. Ele gostaria de saber “como deixar o Google preto“.

Para deixar o tema do buscador escuro, bastam alguns passos simples. Veja “como deixar o Google preto” no tutorial abaixo.

Em seu computador ou celular, abra seu navegador favorito e entre em www.google.com
Na parte inferior direta da tela (no desktop) ou no rodapé (no celular), clique em Configurações
Na janela que abre, clique em Tema escuro (veja a imagem abaixo)
Para voltar ao tema padrão, o procedimento é o mesmo, tanto no smartphone como no computador

(Fonte: Sérgio Vinícius) - 21/03/2022
6 tendências que vão mudar o mercado financeiro em 2022

Bancos digitais e low-code são alguns das tendências para ficar de olho.

Se os últimos 24 meses nos ensinaram alguma coisa, é que ninguém sabe ao certo o que o futuro reserva. A pandemia de Covid-19 e suas variantes não deixou nenhuma indústria sem sofrer algum tipo de impacto nesses dois anos, mas sem dúvida o mercado bancário e financeiro enfrentou mudanças bruscas.

Quando o mundo fechou, instituições financeiras e seus parceiros foram forçados a automatizar os serviços bancários e torná-los mais centrados no cliente. O Pix e o Open Banking no Brasil são prova disso. E agora que um novo ano está apenas começando é um bom momento para observar os rumos das diferentes tecnologias disponíveis no mercado e o que podemos esperar não apenas ao longo de 2022, mas indo um pouco mais além.


Wagner Martin
Foto: Divulgação

Com isso em mente, aqui estão seis tendências para ficar de olho:

1. Bancos digitais
Devido à mudança de hábitos dos consumidores causada pela pandemia, as agências físicas dos grandes bancos estão se tornando obsoletas. O banco digital oferece melhor experiência ao cliente e oferece serviços mais rápidos e eficientes. Seja por custos mais baixos ou maior agilidade nas transações, as contas digitais estão conquistando cada vez mais os brasileiros.

De acordo com um estudo da fintech israelense Rapyd, 83% dos brasileiros já confiam em bancos digitais a ponto de manter o dinheiro apenas nestas instituições, o que significa que o banco online finalmente se tornou uma ferramenta transformadora nas finanças.

A boa notícia é que o banco digital não se trata apenas de ficar sem papel e sem dinheiro físico - as tecnologias contribuíram substancialmente para a mudança de um modelo bancário tradicional centralizado para um mais distribuído, orientado pela tecnologia. Tanto que uma pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a TecBan mostra que a quantidade de pessoas que possuem contas em bancos digitais está próxima das que possuem contas apenas em bancos tradicionais: 42% versus 49%, respectivamente.

Diante do crescimento do consumo e do varejo online e da chegada do Open Banking e da consolidação do Pix, é possível afirmar que os bancos tradicionais estão ganhando concorrentes cada vez mais fortes, que estão atraindo mais clientes.

2. Low-Code
Em 2022, a terceirização de desenvolvimento de software usará soluções de Low-Code para acelerar o processo de desenvolvimento de produto e entregar uma melhor experiência para o usuário. Esse tipo de solução está se tornando mais popular na indústria de desenvolvimento de software e permite que os desenvolvedores criem aplicativos sem precisar perder tempo para escrever códigos.

Isso é feito usando uma interface visual para arrastar e soltar diferentes componentes para completar seu aplicativo. Na verdade, hoje a projeção para o uso de soluções Low-Code é tal que, segundo o Gartner, espera-se que até 2025, 70% dos novos aplicativos desenvolvidos pelas empresas usem a tecnologia Low-Code ou No-Code.

As soluções Low-Code são populares porque permitem que os desenvolvedores criem aplicativos com rapidez e facilidade, entregando um produto mais confiável, simples e intuitivo para o cliente e com baixo custo para a instituição.

3. Foco na experiência do cliente
O setor bancário está se tornando uma indústria orientada para a experiência do usuário. Num futuro próximo, espera-se que a experiência do cliente seja um diferencial importante para os provedores de serviços financeiros e parceiros tecnológicos, tanto em termos de marca quanto para atrair e reter clientes.

Muitos bancos priorizam a experiência do cliente durante sua transformação digital, garantindo que as soluções projetadas atendam a todas as necessidades do consumidor em termos de conveniência, segurança, conforto e engajamento. Por sua vez, os clientes já esperam ofertas mais personalizadas, incluindo o uso de seus comentários e preferências para construir um serviço que lhes ofereça ainda mais comodidade.

Em 2022, a capacidade de antecipar as necessidades dos clientes e fornecer ótimas experiências diferenciará os bancos, fintechs e provedores de soluções de seus concorrentes. Em breve, análises avançadas irão melhorar o conhecimento dos bancos sobre seus clientes de tal forma que eles terão a capacidade não apenas de personalizar ofertas, mas também de antecipar necessidades e aumentar a qualidade do serviço.

4. Serviços multiplataforma
Embora a preferência dos clientes por serviços bancários via dispositivos móveis tenha dado um salto nos últimos anos, isso não significa que eles não gostam de ter escolhas. Pelo contrário, a maioria dos clientes precisa de um atendimento ao cliente multicanal perfeito, no qual eles podem alternar entre dispositivos e telas, mas também pontos de contato, inclusive com pagamentos por voz ao invés de digitar, interagindo com uma aplicação de modo a ajudar os clientes a realizar uma operação bancária com mais conveniência, principalmente com Open Banking agora no Brasil.

A instituição que tiver capacidade de realizar a mesma transação com a mesma facilidade em um aplicativo móvel, site, filial física ou qualquer outro canal sairá na frente na preferência do usuário. Portanto, os bancos em 2022 precisam pensar em fornecer aos clientes serviços bancários omnichannel para melhorar a experiência do usuário. Em palavras simples, ter que iniciar uma transação através de um canal bancário e terminá-la através de outro.

5. Agregadores de dados
Plataformas que agregam dados serão cada vez mais responsáveis por facilitar a forma como os dados são trocados entre instituições financeiras e seus clientes. É o que irá acontecer com a massificação do Open Banking no Brasil.

Por exemplo, é possível ter conta no Banco Azul, um cartão de crédito do Banco Amarelo e uma carteira investimentos no Banco Verde ou mesmo outras modalidades de crédito e criptoativos no Banco Laranja ou fora da instituição financeira de origem, mas controlando tudo através de uma única aplicação, que gerencie todos esses dados.

O cliente escolhe quais dados quer compartilhar com esse ou aquele banco e entre quais contas irá transferir recursos, num só painel. É esperado que bancos digitais e fintechs usem essa transparência para fornecer aos seus próprios clientes serviços adicionais, numa interface amigável e que traga benefícios aos clientes.

6. Big data
Em 2020, as pessoas criaram 1,7 MB de dados a cada segundo (!), de acordo com dados da Domo, que agregou informações de diversas fontes e pesquisas. Os provedores de tecnologia financeira seus clientes geram grandes quantidades de dados que podem ser agregados para fornecer uma visão mais abrangente da situação financeira de um cliente.

Espere que as instituições financeiras façam parcerias com plataformas de agregadores de dados para que possam usar big data para melhorar a retenção de clientes e melhorar os serviços.

O que se concluiu com essas tendências
Essas são seis tendências no setor financeiro digital que provavelmente afetarão a forma como as transações bancárias são feitas em 2022 e além. Nos próximos anos, os clientes poderão acessar diferentes tipos de serviços bancários com muito menos atrito do que antes.

A experiência do cliente será completamente diferente da que está sendo oferecida hoje. Ter uma plataforma financeira fácil de mexer e pronta para usar ajuda você a se adaptar às mudanças e ficar à frente da concorrência. Bancos digitais precisam contar com parceiros que forneçam tecnologia com Low-Code para fornecer aos clientes as ferramentas que desejam de maneira rápida e confiável.

(*) Wagner Martin é VP de Desenvolvimento de Negócios da Veritran.

(Fonte: Wagner Martin *) - 14/03/2022
Presença feminina aumenta em áreas de TI e Computação

Março suscita reflexões sobre a presença da mulher em atuações nas áreas de TI e da Computação.

O mês de março enfatiza a discussão sobre o papel das mulheres em contextos variados por conta do Dia Internacional da Mulher, data que faz alusão à luta histórica das mulheres para terem condições de equidade. Nesse sentido, vale destacar as possibilidades de ampliação da atuação delas em setores promissores como os da área de Tecnologia da Informação (TI).



Foto: Annie Spratt / Unsplash

Embora a participação das mulheres seja menor no mercado ou no setor de TI, não se trata de falta de oportunidades ― pelo contrário, as possibilidades são amplas, tanto em relação às funções de atuação quanto em relação ao número de vagas demandadas pelas organizações.

Para Cristiane Yayoko Ikenaga Fernandes, docente dos cursos de graduação da área de Tecnologia da Informação no Centro Universitário Senac e mentora na Apple Developer Academy - Senac, não se deve considerar que um campo de atuação é somente para homens ou subestimar a capacidade delas em atuar no setor de tecnologia, pois a atuação nada tem a ver com habilidades intelectuais decorrentes de origem biológica, por isso, acreditar na própria capacidade e na potencialidade é essencial. Por outro lado, de nada adianta ter força de vontade, mas não sentir afinidade com a área de tecnologia.

“Por isso, estudar e se atualizar continuamente é fundamental, assim como é necessário acompanhar a evolução das tecnologias da informação e comunicação. Também é preponderante entender as maneiras como as organizações e pessoas demandam e utilizam essas tecnologias, prestando atenção às mudanças sociais e comportamentais, políticas governamentais que, eventualmente, restrinjam ou impulsionem essas ações, recursos de acessibilidade que possam ser implementados nas soluções tecnológicas, legislações ou regulamentos obrigatórios que precisem ser considerados, entre outros aspectos”, afirma a docente.

A máquina por trás da máquina
A falta de representatividade e de diversidade em qualquer setor ou área pode acarretar perspectivas enviesadas caso não haja um exercício contínuo de empatia.

“Na área da Computação, os sistemas de informação, por exemplo, refletem as necessidades das organizações e da sociedade, bem como as leis, as regras, as normas, associadas a elas. Visões limitadas e vieses preconceituosos podem acabar sendo projetados, reproduzidos, perpetuados, o que não é desejável para a sociedade como um todo. Por exemplo, no contexto de Inteligência Artificial (IA), os sistemas precisam ser treinados com um grande volume de dados e regras de negócio para analisarem as combinações, possibilidades para indicação de alternativas ou caminhos para tomar decisões. Considere uma situação de treinamento de algoritmo suportado por Inteligência Artificial. Se os dados coletados e usados como base são enviesados por gênero, a IA tomará, por consequência, uma decisão enviesada. O próprio algoritmo, codificado por humanos, vai refletir o preconceito dos desenvolvedores”, explica Cristiane.

Outro exemplo, citado pela profissional de falta de representatividade: um sistema de recrutamento de processo seletivo para preenchimento de vagas em uma organização, se alimentado por dados de dez anos atrás, vai refletir o desequilíbrio ou desigualdade ainda maior entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

“Logo, é de se esperar que neste caso, haja mais currículos masculinos, com critérios que felizmente já não são -- ou pelo menos não deveriam ser -- usados, como a preferência por mulheres sem filhos e/ou solteiras. Em outras palavras, a presença da mulher em atuações na área de TI nada tem a ver com habilidades intelectuais decorrentes de origem biológica, mas sim, muitas vezes (ou na maioria das vezes), com o corporativismo e paradigmas de desigualdade de gênero”.

Obstáculos para ingressantes
Alguns dos possíveis obstáculos com os quais as mulheres podem se deparar ao ingressarem na área de TI são o preconceito (de gênero), a diferença salarial e outras relacionadas à maternidade, entre outros, aspectos que não exclusivos à área de TI, mas estão relacionados a heranças histórica e cultural.

Segundo Cristiane, em relação à carreira, é importante que a profissional da área de TI esteja atenta não só às mudanças das tecnologias da informação e comunicação, linguagens de programação e outras especificidades técnicas da área, mas estejam igualmente atentas às tendências de negócio, mudanças comportamentais e sociais, ou seja, novas maneiras de aplicar seus conhecimentos e habilidades para atender as necessidades e demandas, tanto das organizações quanto das pessoas.

Em relação à questão sobre permanência nas empresas, na área de TI é bastante interessante porque atualmente é comum que profissionais que atuam nesta área, sejam homens ou mulheres, não fiquem muito tempo em uma mesma organização, principalmente se considerarmos jovens da geração Z (nascidos entre 1997-2010) e os abaixo de 30 anos, da geração Y (os millenials, nascidos entre 1981-1996), solteiros e solteiras e/ou que não sejam pais ou mães.

“Profissionais da área de TI migram sem cerimônia pois muitas vezes são motivados e motivadas por novos desafios e pacotes de remunerações mais altas e benefícios atraentes”, finaliza a docente e mentora do Centro Universitário Senac.

Para os interessados em mergulhar nesse universo promissor, o Centro Universitário Senac conta com opções como Bacharelado em Ciência da Computação, Tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação, Bacharelado em Sistemas de Informação, Engenharia da Computação e Pós-graduações na área de TI, passando por Gestão e Governança da Tecnologia da Informação, Internet das Coisas: inovação tecnológica e negócios, Desenvolvimento de Games, entre outras possibilidades.

(Fonte: Redação Homework *) - 14/03/2022
IA pode transformar indústria dos jogos de apostas no Brasil

Conheça o cenário atual dos jogos de apostas no Brasil e como a Inteligência Artificial pode criar mecanismos responsáveis para os praticantes

O setor de apostas online está se desenvolvendo de maneira acelerada no Brasil. Isso pode ser observado durante a navegação na web com diversos anúncios de plataformas que estão operando no mercado brasileiro.

Inclusive, algumas delas já estampam camisas oficiais de grandes times do futebol nacional como patrocinadoras. Além disso, neste ano deve acontecer a regulamentação das apostas, potencializando ainda mais o mercado de jogos no Brasil.

Se você quer entender mais sobre como está o cenário dos jogos de apostas no Brasil e como as plataformas estão se articulando para garantir o jogo responsável, chegou ao lugar certo. Reunimos todas as informações necessárias para quem ainda tem dúvidas sobre esse nicho de entretenimento e também trazemos as expectativas de um ano que promete ser transformador para os jogadores que já se divertem.

O que são jogos de apostas online?


Jogos de apostas online incluem desde roleta netbet, blackjack e slots, até apostas esportivas.
Imagem: Divulgação

Pôquer, blackjack e bingos, assim como as apostas esportivas, são alguns dos jogos que fazem parte do leque dessa categoria que ganha cada vez mais adeptos em suas modalidades digitais.

No Brasil, essas atividades são legalizadas desde dezembro de 2018, desde que o site de apostas seja registrado em outro país que permita os jogos. Ou seja, o território nacional ainda não possui uma regulamentação das apostas. Porém, a H2 Gambling Capital já estima que o mercado de apostas no Brasil, somando meios legais e ilegais, movimenta cerca de 2 bilhões de euros por ano (cerca de R$11.997.617.749,56).

Muitas empresas, inclusive aquelas bastante atuantes em outras vertentes dos games, já implementam as apostas no catálogo de entretenimento. Um grande exemplo é a SEGA, estabelecida como uma das maiores provedoras de pachinko no Japão, um jogo de aposta comum no país. Vale mencionar também a Konami.bling Capital, braço da distribuidora focada em consultoria de jogos e apostas.

Logo, cria-se o questionamento: o que falta para o Brasil começar a atingir esse patamar? O que falta para a regulamentação de jogos e o que vem depois dela?

Como funciona o atual mercado de apostas no Brasil?


Projeto de Lei 442/91, que regulamenta os jogos no Brasil, deve ser votado em fevereiro de 2022
Imagem: Divulgação

Desde a legalização dos jogos de apostas em 2018, diversos avanços aconteceram. São cerca de 450 sites atuantes, movimentando cerca de 12 bilhões de reais por ano. Entretanto, sem regulações específicas, o Brasil só conta com arrecadação de forma indireta, caso o apostador faça o saque de dinheiro de volta para o Brasil e declare imposto de renda sobre a atividade.

Logo, as plataformas atuais, todas estrangeiras, geram arrecadação para os países onde estão baseados, não para o Brasil. O que deve mudar isso é o Projeto de Lei 442/91, que regulamenta os jogos de apostas, com previsão para ser votado em fevereiro de 2022.

Atualmente, existem modalidades de apostas populares referentes ao Campeonato Brasileiro, por exemplo, como apostar durante um jogo no próximo escanteio ou cartão amarelo, que, em termos de velocidade e aleatoriedade do resultado, começam a se aproximar de outros jogos de apostas. Todos esses novos tipos de jogos estão sendo introduzidos para atender às preferências dos consumidores em constante evolução.

Esses fatores, paixão pelo futebol e um possível mercado regulamentado, criam um cenário ideal para o desenvolvimento de regras que beneficiem o país de várias maneiras, principalemente no âmbito econômico.

O que muda a partir da regulamentação das apostas?
A regulamentação das apostas muda a base de tributação. Ao considerar o valor do prêmio, a contribuição para a seguridade social e o imposto de renda incidente sobre a premiação, é possível criar cálculos para “repasses legais”, fonte de investimento na educação, segurança pública e entidades desportivas, além dos recursos para cobertura de despesas de custeio e manutenção do operador.

Desta maneira, as licenças serão concedidas por meio de leilões, com responsabilidade fiscalizadora dos jogos por conta de órgão regulador e supervisor federal.

Após a regulamentação, partimos para a etapa da construção de confiança no mercado de jogos, com foco na segurança dos dados e no jogo responsável como potencializadores de crescimento do setor.

Mecanismos de proteção e ferramentas de jogo responsáveis


Fornecedora de softwares de jogos online investe em IA para proteção dos jogadores
Imagem: Reprodução

Um estudo da Playtech, maior fornecedora mundial de softwares de jogos online e apostas esportivas, descobriu que três de cada quatro brasileiros são a favor do uso de Inteligência Artificial (IA) para ajudar a detectar e prevenir problemas de jogo.

No Brasil, 76% dos entrevistados responderam positivamente quando perguntados se as empresas de apostas deveriam usar a Inteligência Artificial para detectar jogadores de risco. Quando perguntados por que se sentiam assim, 51% disseram que, enquanto a privacidade dos dados for protegida, isso garantiria que os jogadores fossem mantidos seguros. Já outros 25% disseram que prevenir problemas de jogo é mais importante do que proteger dados privados.

Quando se trata de problemas de jogo e vício, os brasileiros são cautelosos. Dois terços dos brasileiros consideram o empréstimo de dinheiro para jogar (64%) como a característica comportamental que eles acham mais preocupante entre os jogadores. A segunda e terceira respostas mais populares, com 58% e 57%, respectivamente, foram os traços comportamentais de emprestar dinheiro para jogar, pagar dívidas e mentir para a família. Enquanto isso, 20% temem perder todo o seu dinheiro enquanto apostam online ou se tornam viciados em jogos de azar, destacando a importância de mecanismos de proteção e ferramentas de jogo responsáveis.

Em entrevista ao Showmetech, o diretor de política da Playtech, Francesco Rondano, explica que a possível regulamentação do Brasil tem sido foco da Playtech há bastante tempo. Há um projeto de lei relacionado ao jogo na Câmara dos Deputados que data de 1991, e outro no Senado desde 2014, e estão sendo debatidos até hoje. A implementação da lei e a efetiva abertura do mercado estão agora previstas para este ano, ainda que, dada a complexidade do processo, isso não seja 100% certo.

“O Brasil é particularmente muito importante para nós e para o resto da indústria. O tamanho maciço da oferta de jogos e a forte paixão dos brasileiros por esportes sugerem que tem potencial para se tornar um dos maiores mercados regulamentados do mundo“, comenta Rondano.

“Não só trabalhamos incansavelmente para evitar que o problema de jogo surja, mas também para identificar clientes potencialmente em risco e antedê-los com intervenções de jogo mais seguras sob medida. Essa abordagem de duas pontas de detecção e prevenção precoce é extremamente reforçada pelo uso da IA, que analisa os dados dos jogadores anonimamente e fornece insights valiosos com base em vários tipos de comportamentos do jogador“, frisa Rondano acerca da responsabilidade das empresas que oferecem o serviço de entretenimento.

O braço de análise da Playtech, BetBuddy, é um software capaz de classificar o risco do jogador usando dados anonimizados e learning machine, ao mesmo tempo em que reconhece que todos os jogadores são diferentes. O módulo de IA fornece uma lista de mais de 70 marcadores de risco individuais para cada jogador, permitindo uma intervenção personalizada e mais eficaz.

Existem muitas maneiras de interagir com jogadores em risco, desde mensagens básicas de e-mail até entrevistas pessoais realizadas por especialistas e até psicólogos. Todos os operadores devem poder ativar a intervenção mais adequada em função do nível de risco de cada jogador. “Na Playtech, desenvolvemos uma ferramenta de interação de primeiro nível que está se mostrando muito valiosa. Estamos testando mensagens in-play, geralmente pop-ups, cujo conteúdo é personalizado e adaptado aos marcadores de risco individuais. Em nossos testes, as intervenções personalizadas orientadas por IA provaram ser até vinte e uma vezes mais eficazes no desencadeamento de uma ação de jogo responsável“, afirma o diretor.

Para finalizar, Rondano demonstra desejo por maior cooperação em toda a indústria de jogos. “Existem muitas iniciativas e testes de aprendizado de máquina sendo realizados por diferentes operadores, mas muitas vezes as descobertas não são compartilhadas entre si. Proteger a saúde e melhorar o bem-estar de cada um de nós deve ser um esforço conjunto de toda a indústria, e não uma forma de obter uma possível vantagem competitiva. Ao compartilhar nossos sucessos e especialmente nossos fracassos, podemos aprender coletivamente e tornar a indústria do jogo sustentável a longo prazo“.

(Fonte: Letícia Leite - Exame, Playtech) - 03/03/2022
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Sobre o Portal da Florêncio de Abreu

O Portal da Florêncio de Abreu foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Florêncio de Abreu no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de ferramentas e ferragens.