HThe
Hm

Notícias na Florêncio de Abreu

Listando: 1 à 5 de 1056
Site usa inteligência artificial para gerar rostos falsos impressionantes

Criado por Philip Wang, engenheiro de software do Uber, o site tem intuito educacional: alertar sobre o potencial da tecnologia, que já consegue criar rostos bem parecidos com os reais

Essas pessoas que estão na foto acima não existem: seus rostos são criações de um sistema de inteligência artificial. O site que hospeda as imagens, chamado de ThisPersonDoesNotExist.com, tem uma única página em que mostra em tela cheia um rosto de uma pessoa que não existe. As fotos, que impressionam por terem aparência real, são exibidas uma de cada vez, a cada nova atualização da página.

Criado por Philip Wang, engenheiro de software do Uber, o projeto tem intuito educacional. "Decidi tirar dinheiro do meu próprio bolso para conscientizar as pessoas sobre o uso desta tecnologia", disse Philip Wang, em uma postagem no seu perfil do Facebook. Para criar o banco com imagens de rostos falsos, o engenheiro se baseou em uma pesquisa feita pela empresa de tecnologia Nvidia.

Por trás da tecnologia está um algoritmo que é treinado a partir de um banco gigante de imagens reais. Com as informações captadas, o algoritmo consegue misturar traços e características para criar rostos artificiais.

Embora essa tecnologia possa criar imagens virtuais e ajudar ilustradores e designers, há questionamentos sobre o seu perigo para a sociedade. Além do problema de criação de perfis falsos na internet, tecnologias desse tipo são usadas em conteúdo pornográfico para colocar rostos de famosos em outros corpos, por exemplo - técnica conhecida como "Deep Fake".

(Fonte: Redação Link Estadão) - 18/02/2019
Pesquisadores puxam tomada de IA que aprendeu a escrever bem demais

IA geradora de texto aprendeu a escrever tão bem, que pesquisadores não vão divulgar o trabalho completo, para evitar que seja usada para criar Fake News

O OpenAI, um grupo de pesquisa focado em IA sem fins lucrativos, que trabalha para desenvolver inteligências artificiais úteis e seguras tomou um belo susto: seu novo sistema de aprendizado de máquina voltado à geração de texto, capaz de prever uma próxima palavra em uma sentença, e continuar a criar a partir dali, aprendeu tão bem a escrever como um humano que o grupo não irá divulgar a pesquisa completa, temendo que ela seja usada para o mal.

A OpenAI foi fundada em 2015 por Greg Brockman, ex-CTO da Stripe, e Sam Altman, presidente da aceleradora Y Combinator, com o intuito de desenvolver IAs amigáveis e úteis, que servissem a seu propósito de auxiliar na resolução de problemas, e que ao mesmo tempo não se tornassem uma fonte de dores de cabeça. Esse discurso se alinha com o de diversos especialistas, como Stephen Hawking, e empreendedores, como Elon Musk, que morre de medo do apocalipse robótico. Não surpreende, portanto que a OpenAI conte com dinheiro do Musk, de outros membros da "Máfia do PayPal" (Peter Thiel e Reid Hoffman) e da própria Y Combinator, através Altman e Jessica Livingston.

O sistema chamado GPT-2 (Generative Pre-trained Transformer-2) é uma dessas IAs seguras, desenvolvida para ser um simples gerador de texto. Ela funciona recebendo uma entrada inicial, na forma de uma sentença simples, e a partir dali prever as próximas palavras que melhor se encaixariam em um texto fluído. Ela identifica o estilo literário e mantém uma narrativa convincente, graças ao treinamento que usou 40 GB de dados, extraídos de 8 milhões de páginas da internet.

No entanto, o GPT-2 se saiu melhor do que a encomenda. Em um exemplo, a IA recebeu a seguinte sentença:

"Em um achado chocante, o cientista descobriu uma manada de unicórnios vivendo em um remoto vale até então inexplorado, na Cordilheira dos Andes. Ainda mais surpreendente para os pesquisadores foi o fato de que os unicórnios falavam um inglês perfeito."

Com apenas esses dois parágrafos, a IA foi capaz de escrever um texto fantástico por mais nove páginas, com fluidez e estilo consistentes. Estes são os parágrafos seguintes à entrada original:

"O cientista deu à população um nome baseado em seu chifre característico: o Unicórnio de Ovídio. Estes unicórnios de quatro chifres e cor branco-prateada eram anteriormente desconhecidos para a ciência.

Agora, depois de quase dois séculos, o mistério do que desencadeou esse estranho fenômeno está finalmente resolvido.

Dr. Jorge Pérez, biólogo evolucionário da Universidade de La Paz, e vários companheiros estavam explorando a Cordilheira dos Andes quando encontraram um pequeno vale, sem outros animais ou humanos.

Pérez notou que o vale tinha o que parecia ser uma fonte natural, cercada por dois picos de rocha e neve prateada."

Como dá para notar, o GPT-2 tem alguns problemas com textos específicos demais (o unicórnio de quatro chifres, no caso), que demandam contexto e conhecimento referencial, mas em testes com textos mais conversacionais, ou em tópicos com grande quantidade de material para referência disponível (Brexit, Miley Cyrus, O Senhor dos Aneis, e etc.), a IA apresentou "resultados razoáveis" em 50% dos casos, ainda que necessite de mais de uma tentativa para entregar um texto coeso.

A equipe do The Guardian conseguiu testar o software, e introduziu a primeira frase de 1984, de George Orwell (“Era um dia frio e ensolarado de abril, e os relógios batiam treze horas”), como um teste. O GPT-2 reconheceu o estilo literário, e retornou isto:

"Eu estava no meu carro a caminho de um novo emprego em Seattle. Eu abastecei, coloquei a chave, e então dei partida. Eu apenas imaginei como seria o dia. Daqui a cem anos. Em 2045, eu seria professor em uma alguma escola na parte pobre da China rural. Eu começaria com história chinesa e história da ciência."

A equipe do OpenAI percebeu que o GPT-2 também se saiu muito bem em tarefas para as quais não foi projetado, como tradução de textos e elaboração de resumos, e apresentou ensaios dos mais variados, desde um artigo explicando por que reciclagem é ruim, a um discurso de John F. Kennedy, reeleito presidente após ter seu cérebro (ou o que sobrou dele) transplantado em um robô.

Dado o alto nível de proficiência que o GPT-2 alcançou, os pesquisadores do OpenAI decidiram por não divulgar o trabalho completo em um artigo, como é de praxe em pesquisas científicas, e ao invés disso, forneceram os dados de uma versão inferior, menos capaz, para revisão por pares.

Segundo o OpenAI, embora o GPT-2 não seja perfeito, ele já escreve bem o suficiente para criar notícias suficientemente convincentes, de modo que a versão final seria inevitavelmente usada para a composição de notícias falsas, as tão temidas Fake News. O The Guardian demonstrou isso, publicando uma nota escrita pela IA ao fornecer apenas os dois primeiros parágrafos da notícia verdadeira, e os resultados impressionam; segundo o jornal, o GPT-2 só levou 15 segundos para compor a notícia, com 515 palavras e 3.056 caracteres.

A preocupação do OpenAI não é apenas com Fake News, mas também com a possibilidade de automação de e-mails de phishing, ou com bots se passando por pessoas reais em redes sociais de forma mais convincente, chegando até ao assédio automatizado. Por outro lado, há uma série de benefícios, como a possibilidade de gerar melhores softwares de reconhecimento de fala e escrita, ou de agentes de diálogo.

O grupo pretende discutir sua estratégis de divulgação da pesquisa com a comunidade de pesquisadores da área de Inteligência Artificial, de modo a definir a melhor abordagem para compartilhar suas descobertas sem que o GPT-2 seja abusado; a OpenAI pretende vir a público com novas informações daqui a seis meses.



(Fonte: Ronaldo Gogoni) - 18/02/2019
MEIO DE PAGAMENTO ACESSÍVEL PARA TODOS

Desenvolvido para ajudar pessoas com deficiência visual a realizar transações em meios eletrônicos com segurança, o aplicativo Pay Voice foi lançado em março pelo CPqD. Em agosto, mais de mil downloads já haviam sido realizados.

O Tele.Síntese está publicando as reportagens do Anuário Tele.Síntese de Inovação 2018. Abaixo, veja o caso do Pay Voice, produto desenvolvido pelo CPqD, vencedor do Prêmio Anuário Tele.Síntese de Inovação na categoria Fornecedores de Software e Serviços.

Em 2016, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) foi procurada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, então preocupada com a proliferação de máquinas de pagamento com telas de toque – que impediam pessoas com deficiência visual de realizar transações e digitar suas senhas em segurança. Não foi uma conversa sobre poucas pessoas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os brasileiros e brasileiras com deficiência visual eram, no Censo de 2010, 35 milhões. As pessoas com deficiências visuais graves eram 6,5

milhões – e mais de 50% não usavam tecnologias móveis.

Esse encontro levou a associação a criar um Grupo de Trabalho de Acessibilidade para buscar maneiras de garantir maior autonomia, no uso de meios de pagamento, a essa parcela da população. Foi assim que se incorporou à atuação da Abecs o conceito de que novas tecnologias, desenvolvidas para gerar mais acesso a comunicação, serviços e informação, não podem ser uma ferramenta de exclusão.

Em 2017, a associação entrou em contato com o CPqD em busca de uma solução para que pessoas com deficiência visual pudessem, no momento de realizar pagamentos com cartões, checar se os preços e as condições de pagamento estavam corretos. Daí nasceu o Pay Voice.

O aplicativo para smartphones iPhone e Android é integrado às ferramentas de acessibilidade TalkBack (para Android) e VoiceOver (para iOS) existentes nos aparelhos. É capaz de fazer a leitura das informações disponíveis na tela de finalização de transações (tela em que a máquina de pagamentos, ou POS, solicita a senha de autenticação), utilizando a câmera dos smartphones. Antes de digitar a senha, o usuário aponta a câmera do celular para a tela da máquina de pagamento e a aplicação recita os dados registrados pelo atendente. Assim, as pessoas não precisam completar suas compras sem ter certeza de que o valor e a forma de pagamento (crédito, débito, parcelas, alimentação e voucher) estão corretos. Para chegar a esta solução, o CPqD usou várias tecnologias cognitivas, como visão computacional e reconhecimento óptico de caracteres (Optical Character Recognition, OCR).

Visão computacional é a tecnologia das máquinas que enxergam – são sistemas que obtêm informação de imagens. No Pay Voice, a visão computacional é usada para orientar o usuário, em tempo real, sobre o posicionamento da câmera de seu celular. A aplicação, por meio de síntese de fala, conduz o usuário com comandos de voz: “Aproxime”, “Afaste”, “Para a Direita”, “Para a Esquerda”, “Para Frente”, “Para Trás”. Todo o processo de posicionamento da câmera e reconhecimento das informações não pode exceder dez segundos, porque na maioria das máquinas de cartão a tela na qual se digita a senha sai do ar, por segurança, em 30 segundos. E a pessoa precisa de tempo para poder digitar a senha com tranquilidade. Esse tempo foi um dos desafios do desenvolvimento.

Outro desafio foi criar uma solução que funcionasse na maior parte das máquinas de cartão em uso no Brasil. São cerca de 4,5 milhões, somente no varejo, de acordo com dados do Banco Central usados pelo CPqD. E são muitos modelos. Somente uma das 12 redes de meios de pagamento associadas à Abecs possui 58 diferentes máquinas em uso, com os mais variados tipos de tela.

A variedade de modelos de smartphones foi outro desafio. A equipe de pesquisadores teve que otimizar os processos para que os algoritmos rodassem adequadamente em modelos mais simples, com 1 Giga de memória RAM e processador Dual Core, da mesma maneira que nos smartphones top de linha, que chegam a 8 Giga de memória e processadores hepta-core ou deca-core. O CPqD usou como padrão mínimo as estimativas da Google sobre o market share no parque Android no Brasil. Nesses modelos, a operação de habilitar a câmera, orientar seu posicionamento, processar as informações em tempo real leva cinco segundos. Nos celulares mais parrudos, somente um segundo.

O uso da visão computacional superou as dificuldades colocadas pela variedade de dispositivos envolvidos. O Pay Voice funciona, hoje, em 90% das máquinas de pagamento em uso, com 86% de acerto real. Quando o aplicativo não identifica o padrão da tela do POS é por questões ambientais, como reflexos de luz na máquina. Agora está em desenvolvimento uma versão para máquinas pin-pad, aquelas em que as informações sobre a transação saem direto dos sistemas usados nos caixas.

A primeira versão do Pay Voice, a 1.5.0, foi lançada no 12º Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento, em março de 2018. Em agosto, mais de mil downloads da aplicação haviam sido realizados. O CPqD desenvolve soluções de acessibilidade desde 2003 – telefones para surdos, leitores de tela para desktops são exemplos. A aplicação CPqD Alcance, um leitor de tela simplificado para smartphones lançado há quatro anos, já teve mais de 40 mil downloads. “Está em nossa missão”, explica Claudinei Martins (foto), pesquisador de Inovações Tecnológicas na equipe de Gerência de Tecnologias de Fala, Imagem e Mobilidade do centro, que lida com tecnologias cognitivas como reconhecimento e síntese de fala. “Transformar conhecimento em bem-estar para a sociedade é o nosso objetivo.”

(Fonte: Por Patrícia Cornils) - 11/02/2019
A Nintendo e sua dificuldade em aceitar a realidade

Após reduzir a previsão de vendas do Switch, presidente da Nintendo repete discurso de outrora e diz que eles tem falhado ao explicar como o videogame funciona.

Há algumas semanas a Nintendo revelou que reduziria sua previsão de vendas do Switch para o atual ano fiscal, com o número passando dos 20 milhões de unidades mencionados anteriormente para 17 milhões. Motivados por um desempenho menor que o esperado para o primeiro trimestre do período, a notícia imediatamente fez com que as ações da empresa despencassem 9% e agora temos uma explicação, digamos… estranha para a situação.

“Ao olharmos para trás até o momento (para o atual ano fiscal), agora avaliamos que os nossos esforços para transmitir totalmente o apelo do hardware e dos softwares do Nintendo Switch a um número de novos jogadores que esperávamos alcançar originalmente foram insuficientes.

E do ponto de vista da nossa previsão de vendas unitárias para o atual ano fiscal, enquanto esperávamos que o lançamento de títulos durante o período de festas de fim de ano poderia ajudar a aumentar as vendas, o aumento das vendas no primeiro semestre do ano fiscal (abril a setembro) mostrou-se não ser grande o suficiente, o que também afetou a revisão da previsão de vendas unitárias.”

Por mais incrível que possa parecer, o responsável pela Nintendo usou como desculpa o mesmo que eles vinham apontando como o principal erro do Wii U e se aquele videogame falhou por não ter sido divulgado corretamente, acredito que não dá pra dizer o mesmo do seu sucessor.

Ora, se o Switch conseguir mesmo vender essas 17 milhões de unidades em um ano, isso já será muito mais do que o Wii U vendeu durante toda a sua vida, o que dava cerca de 3,5 milhões anualmente! O número ainda é parecido com o que a Sony tem conseguido com o PlayStation 4, console que é tido pela indústria como um grande sucesso, então será mesmo que a BigN tem do que lamentar?

O curioso é que ao mesmo tempo em que diz que eles não tem conseguido divulgar o Switch como deveriam, Furukawa defendeu que o videogame deva ser mostrado como um aparelho individual, fazendo assim com que cada casa tenha várias unidades do híbrido. O detalhe é que esse papo já havia sido sugerido em 2017, o que mostra que atingir tal objetivo está longe de ser uma tarefa fácil.

Acredito que o melhor aqui seria a empresa admitir que fez uma previsão exagerada e que mesmo assim o desempenho foi muito bom. Porém, como em sua resposta o presidente logo depois disse que eles esperam aumentar as vendas tanto de jogos quanto de consoles para o ano que vem, chutar as previsões lá para o alto é uma prática que não deverá mudar lá pelo lados da Nintendo.

O interessante é perceber como algumas empresas gostam de viver numa realidade paralela e quando se trata de games, acho que nenhuma consegue se dedicar tanto a isso quanto a Nintendo.

PROJETOS SOBRE RECONHECIMENTO FACIAL DEVEM GANHAR PRIORIDADE NA CÂMARA

As propostas coincidem com bancos de dados biométricos de condenados inseridos no pacote anticrime apresentado hoje, 4, pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro

Tecnologia de reconhecimento facial a serviço da segurança pública. É a justificativa a favor de pelo menos três propostas legislativas que devem ganhar prioridade na pauta do Congresso Nacional em 2019. Uma delas deverá indicar compra de tecnologia chinesa.

As propostas coincidem com um dos pontos do pacote anticrime lançado nesta segunda-feira (4) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. É o que trata de banco de DNA (código genético) e de dados biométricos, incluindo reconhecimento facial, dos condenados por crimes dolosos (com intenção de cometer o delito).

Por isso, os autores das proposições querem assegurar prioridade na tramitação dessas matérias sobre reconhecimento facial, aproveitando um dos principais focos da campanha do presidente Jair Bolsonaro.

Um projeto de lei para o reconhecimento facial em locais públicos poderá ser apresentado nesta semana pelo estreante deputado fluminense e ex-delegado da Polícia Federal Felício Laterça, do PSL.

Ele é da legenda do presidente Jair Bolsonaro e que hoje conta com uma das maiores bancadas na Câmara, ao lado do PT.

O projeto sob avaliação de Laterça é inspirado na visita feita por ele, de 18 a 24 de janeiro à China, juntamente com outros 12 congressistas eleitos, a convite do governo chinês, visando negociação para a possível compra da tecnologia.

Uma visita técnica foi feita à CEC (China Electronics Corporation), um dos grandes grupos de eletrônicos do País. Pelas contas de Laterça, a proposta deve contar com o apoio de 20 dos 55 deputados do PSL.

Rio de Janeiro

De acordo com assessores dos defensores da proposta, a primeira capital para a instalação do sistema seria o Rio de Janeiro devido ao alto grau de violência ali verificado e motivo de intervenção federal em 2018.

O sistema consiste em câmeras especiais que podem ser usadas por policiais ou instaladas em estações de trem e metrô, aeroportos, vias públicas de grande movimento de pedestres e até em pontos estratégicos de comunidades dominadas por traficantes e milícias.

Atualmente, a China possui mais de 170 milhões de câmeras e pretende aumentar esse número para 400 milhões. Os equipamentos conseguem identificar rapidamente as características faciais da pessoa e enviá-la para um banco de dados. Ali, as informações são depuradas.

Além disso, a tecnologia permite verificar a idade e o gênero das pessoas e juntar as informações com a placa do carro. Dessa forma, é possível descobrir suas rotas mais frequentes, por exemplo.

Presídios

Essa proposta do deputado Laterça deverá ser apensada a dois projetos de lei em apresentados em 2018. Um dele é o Projeto de Lei nº 9736/2018 que exige reconhecimento facial dos presidiários, de autoria do ex-deputado Júlio Lopes (PP-RJ) e do deputado reeleito Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

O outro é o Projeto de Lei nº 11140/2018, que exige a obrigatoriedade do
reconhecimento facial a todos os funcionários, prestadores de serviços e até advogados que visitam os presídios, de autoria do líder do PSL, o Delegado Valdir (GO).

Mais recente, apresentado em 5 de dezembro, o projeto do Delegado Valdir deverá gerar reação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que teme constrangimento para o exercício da profissão.

“Nossa intenção é incluir, na Lei de Execução Penal, a previsão para que essa identificação possa ser exigida, aumentando assim a segurança pela facilidade em fazer o levantamento da entrada e saída de pessoas dos estabelecimentos penais, melhorando também o controle sobre a população custodiada”, justificou o parlamentar.

Já na justificativa do PL 9736/2018, o ex-deputado Julio Lopes e Paulo Abi-Ackel apontam que a identificação criminal por reconhecimento facial já vem sendo adotada em outros países que passam por problemas em suas unidades prisionais e constitui-se em uma medida inovadora.





(Fonte: Abnor Gondim ABNOR GONDIM) - 05/02/2019
Listando: 5 de 1056

Anuncie

Sobre o Portal da Florêncio de Abreu

O Portal da Florêncio de Abreu foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Florêncio de Abreu no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de ferramentas e ferragens.